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Bandolagem de postes
Sábado, 10 Agosto 2019 17:45

Bandolagem de postes

Por FALCÃO PALADINO

 A tarefa de bandolagem de postes consiste no içamento de postes DT 150 e 300 daN e madeira L e M para terrenos altos onde o transporte mecanizado não é possível ou para ultrapassar acidentes naturais do terreno como córregos, depressões etc. Nesse caso, o poste é arrastado no solo ou suspenso por um cabo de aço passado em bandolas até o ponto de instalação. O cabo é tracionado por um veículo posicionado no ponto mais adequado do terreno, onde ele possa se deslocar para frente ou para trás. Independente da distância entre a bandola de içamento e o veículo, há necessidade da utilização de rádios intercomunicadores pelos elementos posicionados próximo ao poste e o veículo, para paralisar a tarefa de imediato, caso necessário. Na falta do rádio, os elementos da equipe têm que ser posicionados ao longo do percurso do poste para fazer a comunicação adequada.  Toda vez que a ponta do poste for de encontro a algum empecilho no solo (barrancos, troncos, pedras etc), o elemento que acompanha a subida têm que paralisar o movimento do poste, antes de utilizar a alavanca para desviar o poste. Esta é a parte mais crítica da tarefa, onde se exige mais cuidado. O içamento do poste somente poderá ser feito utilizando cabos de aço de 9,5 mm. O cabo de aço uma vez utilizado para a bandolagem não poderá ser reutilizado em estais de postes de redes ou linhas.  Da mesma forma, as alças preformadas utilizadas para encabeçar o cabo de aço no veículo somente poderão ser utilizadas uma vez.  Toda vez que for colocado em uso, o cabo de aço deverá ser inspecionado para verificar se existem dobras, gaiolas de passarinho, nós, se desfiado, com fios rompidos indicando defeitos que impeçam a sua utilização ou coloque em risco os executores da tarefa. Da mesma forma, as bandolas têm que ser inspecionadas para verificar o seu bom funcionamento, se não existem pontos de ruptura na roldana, parafusos, eixo etc. A bandola principal, responsável pela subida do poste, tem que ser afixada no solo através de parafuso e âncora de estai (chapa ou tora).  A montagem do sistema de ancoragem tem que seguir todos os critérios para estais. DESCRIÇÃO DA TAREFA: bandolar o poste arrastado no solo.  marcar o ponto de instalação da bandola principal, cerca de 2,00 metros acima do ponto de implantação do poste, de forma que ele possa ser implantado na cava já demarcada;  abrir cava no solo e instalar o parafuso olhal e chapa (ou tora) de ancoragem;  traçar o percurso do poste até a bandola, de forma que o trajeto seja o mais curto e retilíneo possível. Se o trajeto não for retilíneo, instalar bandolas auxiliares nos ângulos, de forma a manter o cabo de aço desviado adequadamente;  no caso acima, como o esforço mecânico sofrido pela bandola auxiliar é menor que o da bandola principal, ela poderá ser fixada em um tronco da árvore ou em uma cruzeta implantada no solo, desde que a fixação seja confiável.  Caso contrário, instalar parafuso e chapa (tora) para a fixação desta bandola; limpar o terreno no caminhamento do poste retirando, na medida do possível, troncos, pequenos  barrancos, pedras ou outro empecilho que possa impedir / obstruir o deslocamento do poste;  deitar o poste no caminho utilizando o guindauto ou arrastando-o com o uso de alavancas/moitões; lançar o cabo de aço no solo, passar nas bandolas e encabeçar no poste passando nos furos, no sentido de baixo para cima, ( no poste DT, usar o 4º e 5º furos a partir do topo) e fazer a amarração. posicionar o veículo prevendo seu deslocamento, desobstruindo o seu trajeto (estrada);  encabeçar o cabo de aço na parte traseira do chassis do veículo utilizando alças preformadas; posicionar os elementos da equipe ao longo do caminho para transmitir as ordens de movimentação, da seguinte forma : junto à janela do motorista do veículo(foto 9); junto ao topo do poste a ser bandolado; junto às bandolas (principal e auxiliares, se houver); posicionar um elemento provido de alavanca junto ao topo do poste, pronto para fazer os desvios deste ou desobstruir o seu caminho; iniciar a movimentação vagarosa do veículo, acompanhando o arrasto do poste e parando sempre que for necessário desviar o seu topo utilizando a alavanca. Esta é a parte da tarefa que apresenta maior risco, visto que o poste pode se deslocar lateralmente e atingir o eletricista que opera a alavanca.  O eletricista deve se posicionar fora do alcance do poste e solicitar a paralisação do movimento quando verificar que o poste poderá se prender em empecilhos do terreno. Essa parada deve ser comunicada imediatamente ao motorista do veículo. Após a paralização, o eletricista corrige a posição do poste com uma alavanca e reinicia a tarefa. Os eletricistas que ficam no caminho do poste devem cuidar para não serem atingidos pelo poste e pelo cabo de aço. Em situação de ângulo ou não, quando cabo estiver passado em bandolas, não entrar na área de atuação do cabo, visto que as bandolas podem se soltar e atingir o eletricista.  Todos os elementos da equipe devem estar atentos para solicitar a parada da bandolagem se detectarem alguma condição de risco para si ou membros da equipe. após a base do poste atingir altura necessária para que ele possa ser implantado, soltar a amarração do cabo de aço e direcionar a sua base para a cava. instalar o poste na cava, conforme POP específico; b) bandolar o poste dependurado pelo cabo de aço. Dependendo do relevo do terreno, pode ser necessário dependurar o poste no cabo de aço para fazer a transposição de córregos, buracos ou outra depressão do terreno, não sendo viável fazer levar o poste arrastado no solo. instalar uma bandola na parte mais baixa do terreno, preparar o cabo de aço e o veículo para fazer o tracionamento;   instalar outra bandola do outro lado da depressão, córrego ou valo onde o poste será instaldo. instalar bandolas na extremidade inferior e superior do poste para poder dependurá-lo no cabo de aço. Este método é indicado para postes de madeira leve e médio e poste de concreto DT 150 daN. No caso de poste DT, instalar a bandola dianteira na altura das furações mais baixas, junto à parte provida de cochos.

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