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As queimadas são prejudiciais a fauna, a flora e ao próprio, homem de um modo geral !
Sábado, 06 Julho 2019 14:37

As queimadas são prejudiciais a fauna, a flora e ao próprio, homem de um modo geral !

Por FALCÃO PALADINO

As queimadas são proibidas?  A Legislação não proíbe a realização de queimadas, mas impõe condições para que elas aconteçam da maneira mais segura possível. É importante saber que toda queimada precisa ser autorizada previamente pelo Instituto Estadual de Florestas- IEF. As principais recomendações para a realização de queimadas são: construir aceiro em torno da área a ser queimada, que deve ter, no mínimo, 3 metros de largura (essa largura deve ser duplicada nos casos de áreas florestais, de vegetação natural, de preservação permanente e das protegidas pelo Poder Público); providenciar pessoal treinado, com equipamentos apropriados, para atuar no local da queima, evitando que o fogo passe dos limites estabelecidos; avisar aos vizinhos a data e a hora de realização da queima.

O que é proibido? Fazer queimadas a menos de 15 metros dos limites das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica; numa faixa de 100 metros ao redor da área de domínio de subestação de energia elétrica; numa faixa de 50 metros ao redor de unidades de conservação; numa faixa de 15 metros de cada lado de rodovias estaduais e federais e de ferrovias.

O que acontece com quem desrespeitar essas normas?

Quem não respeita as condições impostas pela lei fica sujeito às seguintes penalidades:à obrigação de reparar qualquer dano ambiental; à perda ou restrição de benefícios concedidos pelo Poder Público; ao pagamento de multas; à perda ou suspensão de linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito do Estado; a processo criminal, com possibilidade de prisão, de acordo com o disposto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 6.905/98).

Como prevenir um incêndio? O objetivo da prevenção é impedir que o fogo comece, pois o combate às chamas nem sempre tem condições de ser realizado com êxito. Mas, se iniciado, o importante é que ele não se alastre. Para isso, é preciso levar em consideração as condições da área, a conscientização do perigo das queimadas e uma eficiente fiscalização. O ser humano é o maior responsável pelos incêndios florestais, devendo ser implantado um programa permanente de educação ambiental, visando a sua conscientização sobre os prejuízos decorrentes das queimadas e a vantagem de se utilizar outras técnicas agrícolas mais modernas . A conscientização das pessoas é um importante passo para a prevenção e pode ser feita nas escolas, imprensa, instituições sociais. Para isso, é importante aproveitar cada oportunidade para divulgar os riscos e prejuízos causados pelo fogo. O conhecimento do terreno através de mapas, plantas topográficas, dados climatológicos, estradas, acessos, aceiros e mananciais de água próximos irá facilitar a ação dos bombeiros e da brigada em caso de incêndio, principalmente se isso for feito fora do período chuvoso, de maio a setembro.

Quais os tipos de incêndio?

a) Rasteiro ou superficial:  libera muito calor, tem muitas chamas e alastra-se com rapidez, porque queima folhas, gravetos e restos de culturas não decompostos. b) Subterrâneo: é difícil de ser identificado, porque quase não libera fumaça e alastra-se lentamente, atingindo raízes e camadas de húmus ou turfas no subsolo. c) Incêndio de copa: o fogo alastra-se rapidamente porque atinge e se propaga pelas copas das árvores. Tem grande poder de destruição e é o mais difícil de se combater.

Qual o tipo de incêndio mais comum em Minas? É o rasteiro ou superficial, causado principalmente pelas queimadas agrícolas, por cigarros jogados acesos em beiras de estradas e por incendiários. Mas vale lembrar que raios e descuidos com fogueiras mal apagadas, também, podem causar incêndios florestais. Como surge o fogo? Para ocorrer o fogo é necessário que um material combustível (papel, folhas, álcool, gasolina, tecidos, etc) aumente sua temperatura devido ao calor, sendo indispensável a presença do ar. 

Quais os fatores que afetam o comportamento do fogo?  a) Relevo ou topografia do terreno: o fogo avança mais rápido morro acima porque o ar quente tende a subir, secando os combustíveis que encontra e preparando o terreno para o fogo se alastrar mais depressa; b) Tipo de material combustível: combustíveis ligeiros como ervas, folhas e ramos são mais fáceis de queimar; combustíveis médios ou pesados como troncos, galhos e raízes queimam mais devagar; combustíveis verdes como plantas vivas queimam com muita dificuldade; c) Condições climáticas: o ar seco faz com que a combustão seja mais rápida; o vento aumenta a velocidade do fogo. Sinalizar o risco de incêndio pode ser feito através de cartazes, placas ou painéis em pontos estratégicos. É importante, nos períodos críticos, que a vigilância seja feita através de torres bem equipadas e com apoio da própria população. Agindo em parceria com outras empresas reflorestadoras ou agrícolas, indústrias da região e prefeituras, os incêndios serão evitados e um eventual combate surtirá melhores resultados . O Corpo de Bombeiros e as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais devem sempre ser avisados o mais depressa possível em casos de incêndio. É bom lembrar que o trabalho pesado deve ser deixado para pessoas capacitadas. O Corpo de Bombeiros oferece treinamento gratuito para Brigada de Incêndio. Para participar como voluntário, basta estar bem preparado fisicamente e consciente da importância dessa tarefa. Além das parcerias com o Instituto Estadual de Florestas, IEF, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar de Minas Gerais, a Cemig conta com a sua ajuda, porque o maior inimigo do fogo é a informação.

 



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